Minhas verdades X suas verdades.

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Vivemos épocas de verdades. Verdades que assumimos como supremas e quase que obrigamos que as pessoas acreditem.
Verdades religiosas, verdades políticas, e até esportivas, afinal quantas brigas e discussões não começam por alguém defender que seu time é o melhor?
Não paramos para pensar que na “verdade”, ninguém tem razão suprema. O que existe são pontos de vistas diferentes. O que é bom para alguém, não é bom para outro e ponto.

Uma pessoa de cabelo preto olha uma pessoa de cabelo roxo e pensa: olha que absurdo.
Pois bem, a pessoa de cabelo roxo olha para a de cabelo preto e pensa: olha que absurdo.
Quem tem razão? Quem está certo? Por que nos incomodamos tanto com as escolhas das pessoas? Deixa a pessoa fazer a escolha que ela quiser, deixa a pessoa ser feliz com a cor do cabelo que ela quiser e com qualquer outra escolha que ela fizer. Claro, desde que a escolha dela não interfira diretamente na vida de outros, ou não prejudique alguém.

Existe o conceito do que a maioria faz, é o correto. Da onde veio essa crença? As pessoas mudam, os hábitos mudam, tudo muda. É como a lenda antiga onde existia um nó em uma corda que ninguém conseguia desfazer. Durante anos os sábios discutiam como desatar o nó. Acreditava que quem conseguisse seria o mais sábio de todos. Chegou um jovem examinou o nó, desembainhou sua espada e cortou a corda ao meio. Pronto resolvido, uma maneira nova de se resolver uma coisa antiga.

Por fim, estamos todos buscando ser felizes, buscando viver nossas vidas da melhor forma possível. Estamos todos aprendendo. Portanto deixemos as pessoas aprenderem e viverem da maneira delas. Vamos dedicar nosso tempo em desfrutar nossas vidas, ao invés de ficar apontando os erros dos outros.

Da próxima vez que for criticar a atitude do próximo, lembre-se da fábula hindu dos cegos de nascença apalpando um elefante. O primeiro segura na pata do elefante e fala: ahh o elefante é como uma coluna de um templo. O segundo cego apalpou a tromba do elefante e disse: o elefante é igual uma cobra grande. O terceiro cego encostou na lateral do elefante e afirmou: é como uma muralha. Quem estava correto? De certa maneira todos. Cada um tinha uma parte da verdade. Cada um “enxergava” o elefante como acreditava ser. Mas por outro lado todos estavam errados pois não tocavam o elefante todo.

Quem sabe não estamos vendo apenas uma parte do elefante?

Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria. Thomas Campbell

Luccas Ferreira
Luccas Ferreira
Formado na área de comunicação, pós-graduado em gestão de vendas, professor de marketing e palestrante. Faixa preta de kung fu, aprendeu nessa arte marcial milenar a disciplina e que o homem pode ultrapassar todos os seus limites físicos, mentais e espirituais, basta ter foco. Aventureiro, das 10 montanhas mais altas do Brasil já pisou em 6 delas. Aquariano, é fascinado por viagens fazendo jus ao signo. Apaixonado pela Patty.

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